Harvest Moon



A grande ilusão era que eu ia me sentir sempre bem. Tudo seria e estaria bom, independente da tempestade que estivesse caindo lá fora. A TPM ia causar ciúmes, ia irritar… O trabalho e os estudos iam parecer ocupar tempo demais para podermos praticar a “rotina”. Repetitiva… Mas sempre tão prazerosa. A simplicidade ia parecer o mundo, e cada detalhe ia fazer com que você desejasse aquilo tudo para sempre. Tudo aquilo que você nunca quis. E agora até pensa em querer. Tudo se torna uma paranoia, tudo se encaixa… Um livro, uma música, um filme. Faz com que esqueçamos que o final feliz de sempre só existe nas historinhas. E com a mesma facilidade que te faz sonhar, te derruba. Aí percebemos que não temos nenhum sapato de cristal, e no meio daquela noite infinita acordamos. Ela se transforma em dia.

Não passa de uma grande ilusão que nos faz seguir em frente.

 

Con amore,

Valentina Rampini

http://www.youtube.com/watch?v=RMA-_ElvKsk
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7 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Flavia
    mar 17, 2011 @ 19:48:32

    Pqp!!!
    Esta música é maravilhosa, esta fase do Neil Young é linda!
    Isto que vc disse de uam certa forma faz bem parte do existencialismo, vc ia curtir ler umas coisas do Sartre ou outros existencialistas! Eu penso nestas coisas também e ao mesmo tempo que parece uma nóia é muito importante.

    Responder

  2. lucia castanho
    mar 17, 2011 @ 20:16:55

    Você não é fácil mesmo…

    Responder

  3. Fausto Pará
    mar 17, 2011 @ 22:33:47

    Difícil é explicar tamanha simplicidade. Lindo texto Tina…Nada mais racional pra algo tão irracional. Uma pequena parcela da arte é encontrar-se com a verdade, independente de quão difícil seja.
    Você o fez no texto…Não para!

    Responder

  4. Licínio Cárdenas
    mar 17, 2011 @ 22:59:47

    Meu, sem comentários!!

    Menina você uma cabeça de ouro!

    Responder

  5. Licínio Cárdenas
    mar 17, 2011 @ 23:01:45

    Meu, sem comentários!!

    Menina você tem uma cabeça de ouro!

    Responder

  6. Giu
    mar 18, 2011 @ 11:51:10

    Incrivél Vale, amei

    Responder

  7. lucia castanho
    mar 18, 2011 @ 15:06:16

    Já li muitas vezes e penso aqui comigo como você consegue ser tão objetiva com tanta subjetividade…

    Responder

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