Novità!

Se eu não me engano, no post passado comentei sobre cursos de extensão, que eu andei procurando e tal… Ontem comecei um curso de extensão em Jornalismo de Moda no IED! Dura dois meses, e é toda segunda-feira! É bem complicado pra ir, e depois voltar, porque o curso é das 21 às 23 hs, chego em Sorocaba super tarde e no dia seguinte tenho aula, mas acho muuito que vale o esforço! Eu adorei, as primeiras aulas serão sobre a história da imprensa da moda, e sobre crítica de moda, o resto do programa não f0i passado porque as aulas serão dadas por uma outra professora, Silvana Holsmeister (!!!), “editora de Projetos Especiais da Vogue. Foi Editora-chefe da L’Officiel e editora de Moda e Cultura do jornal A Gazeta”. Me parece bem interessante! Hehe.

Quanto à faculdade, continua legal! Bem legal. Estou aprendendo a fazer umas coisas legais no Adobe Illustrator, e já temos que bolar um projeto com o tema “assento”, isto é, banco, banqueta, cadeira, sofá… Sexta-feira vamos começar o desenho e a maquete, estou com algumas idéias legais, preciso coloca-las no papel pra decidir qual cadeira vai ficar mais interessante!

Este final de semana fui para Americana, em um acampamento da AFS, o último ORCA (Orientação Regional de Candidatos), foi muito legal, como todos os acampamentos deles, e é triste saber que foi o último, mas quero muito me tornar voluntária, para participar de acampamentos e etc, e não deixar nuuunca de sentir essa sensação deliciosa de “intercâmbio”.

 

Assim que eu puder, conto mais coisas sobre design! Estou acabando um livro muito legal chamado “Elementos de Semiótica aplicados ao Design”, da Lucy Niemeyer, bem legal.

Beijos mil,

Valentina Rampini

Bella Venezia…

Considerando que tenho, mentalmente, muitos posts arquivados, e atrasados para serem postados, vou começar pela viagem a Venezia. Do dia 20 ao 28 de junho estive na casa de uma outra familia hospitante. Se chama “settimana di scambio”, e é organizado pela AFS. E’ muito muito legal, porque temos a oportunidade de conhecer uma outra cidade, uma outra familia, outros costumes, porque aqui na Italia é assim, cada regiao é muuito diferente.

piazza san marco

um dos alemaes

Me diverti muito! Là comigo tinham muitos outros meninos e meninas, de mil nacionalidades… Dos Estados Unidos, alemaes, turco, islandesa, canadense, russa, mexicana, neozelandes, argentina, costa riquenho, finlandeses, e acho que sò. Eramos mais ou menos 15, e mesmo que tenham sido apenas 8 dias, foram muito intensos. E’ engraçado, cada encontro da AFS é cheeio de confidencia, conseguimos fazer amizade e criar um carinho delicioso em poucas horas. Estamos todos na mesma situaçao, cheios de saudades, e morrendo de vontade de aproveitar!

Todos os dias tinhamos rotinas cheias! Nos encontravamos sempre umas 9 da manha, e começavamos as longas caminhas, igrejas, ilhas, parques… Venezia, Piazza San Marco. Gente, que cidade linda! Fiquei impressionada. O primeiro dia foi meio pesante porque choveu, eu estava com os pés ensopados, e là as ruas sao super estreitas, e era super ruìm passar com o guarda-chuva. Mas no segundo dia abriu um sol lindo, e nao paramos de aproveitar.

mexicana, turco, argentina, braseira, neozelandes

  

Um dia fizemos um passeio por umas 3 ou 4 ilhas ali por perto, maravilhosas. Eu ameeei. Outros dois dias fomos para Padova e Verona. Em Padova tinha a igreja de Santo Antonio, que embora nao tivesse nada de “super diferente”, me deixou impressionada, fiquei realmente comovida. Santo Antonio é conhecido como o santo “padroeiro dos pobres”, e para quem as pessoas pedem ajuda por crianças e adultos doentes, e etc. Dentro da igreja tem o sarcofago di Sant’Antonio que é cheio de oraçoes, e fotos, e nao sao sò em italiano, sao em diversas linguas, é uma coisa muito bonita, muitas pessoas vem de outros paises sò para levar oraçoes a esse santo.

Chiesa di Sant'Antonio

Jà em Verona visitamos mais coisas. A cidade é muito conhecida pela Casa da Julieta, onde tem uma estatua dela (e se voce colocar a mao no peito dela da sorte!) e a varanda! Tem um mini museu, com pinturas dela e do Romeu, vestidos antigos, cama… E a parte mais legal é na entrada da casa, que tem duas paredes grandonas cheias de milhetinhos com nome de casaisinhos! Muito fofo!

Bom, os dias eram sempre corridos, e de noite, mesmo estando muito cansada eu sempre saia com os meus amigos. Toodos os dias. Virei muito amiga do neozelandes e do turco, eles eram muito engraçados, e eu me diverti demais. Acabei ficando pouco tempo com a familia… Infelizmente, porque eles eram muito legais!! O pai nasceu no Brasil, e eles ja tinham ido pra là e tal, a filha mais velha fez faculdade la por 6 meses, e a mais nova até tinha passaporte brasileiro. Eles sabiam mil coisas, foi uma delicia “morar” là com eles. Jà avisei que em junho volto là visitar!

irma hospedeira por uma semana

CORRE! O 23 TA' CHEGANDO!

Tem certas coisas pelas quais eu passo aqui que eu penso, “isso nunca ocorreria no Brasil!”. Outras tantas coisas que eu sei que nao se repetirao por là. Sàbado de tarde a Diana (Brasil) e a Laura (Alemanha) vieram pra minha casa pra dormir por aqui, que no domingo iamos pra um picnic do pessoal da AFS. Mas no sàbado de noite tinhamos combinado de sair comer pizza com os outros intercambistas e voluntàrios. Ok. Começou aì. Fomos pegar um onibus, e quando estavamos chegando no ponto vimos o onibus parado num semaforo, corremos corremos corremos, e conseguimos chegar a tempo. Chegamos ao Campo di Fiori, encontramos os intercambistas,  fomos num bar beber esse negocio patriota horrivel, comemos uma pizza tamanho familia (individual), e agora a parte tensa. Estavamos esperando os pais da turca no Largo Argentina, quando vi o onibus 30, que era uma boa opçao para pegarmos, porque para pertissimo de casa, melhor do que o 23. Ok, corremos! Corremos! Corremos!  E o onibus nao parou em nenhuma das duas fermatas pela qual nòs passamos ofegantes correndo, quase rolando pòs-pizza. Legal, de repente estàvamos em frente ao Vittoriano, nao sei como chegamos là, e nao achamos nenhum ponto pra pegar o 30. Um velhinho simpàtico nos ajudou dando dicas, pegamos um onibus até a estaçao central, e de là pegamos o 30! Ae ae, depois de uma hora e meia chegamos em casa. Mas calma, antes de chegar em casa tem mais uma parte tensa. Sem contar o onibus cheio de indianos. Erramos a parada de onibus, descemos umas tres antes. Andamos por 10 minutos até chegar em casa, até a parte dos 10 minutos é ok, a parte ruim é que era meia noite e quinze. Anyway, finalmente chegamos em casa.

No domingo, picnic, nos divertimos, tchà-tchà, fomos pra Piazza del Popolo,  Piazza de Spagna, e jà estava ficando tarde, elas precisavam pegar o trem. Voltamos pra casa correndo, pela milesima vez, pegamos as malas, e corremos com a Diana, que quase perdeu o trem, chegou na hora exata, e a Laura tambem que foi correndo, mas no fim meu host-father levou-a de moto. Fou um final de semana e tanto, adorei, mas nossa, que correria. Quando vou fazer isso no Brasil? Tà dificil..

T.U.D.

Julie (Belgica), Io, Milechka (Rep. Dominicana) e Aylin (Turquia)
Julie (Belgica), Io, Milechka (Rep. Dominicana) e Aylin (Turquia)

5 de outubro de 2009,

Durante a aula teste de corte e costura foi como um intercambio, 10 meses em 3 horas. Nao que se encaixe a minha situaçao atual, mas quem sabe a de daqui alguns meses – mas o final estou certa de que serà diferente. Nos primeiros minutos eu estava empolgada, imaginando o que me esperava, mas com o passar do tempo fui ficando entediada, pensando em ir embora logo. Mas entao foi ficando legal de novo, e eu nao queria mais ir embora. Mas no fim eu estava satisfeita com o tempo que passei ali, e nao sentia necessidade de voltar.

 

Dia 15 fui para um acampamento da AFS, em Artena, que nòs temos quando completamos 6 semanas aqui – um mes e meio jà? – para conversar sobre as familias, escolas, experiencias, e para dar algumas orientaçoes! Nossa, acho que foi um dos melhores finais de semana que eu tive nos ultimos tempos, ficamos até o dia 18, e no ultimo dia eu estava quase chorando porque nao queria ir embora! Sò tinha uma brasileira e um portugues, e mais 35 pessoas de nacionalidades diversas, porém todos ali estao na mesma situaçao. Sem grandes amigos na escola, sentindo saudades… Alguns com problemas na familia. Entao todos todos se uniram muito, conversaram muito, riram muuuuuito. Ai, quero voltar.

Learning

Aylin, Simin, Io, Diana

Aylin, Simin, Io, Diana

Nao gosto de frases e textos prontos, mas as vezes eles descrevem “tudo” o que os nossos milhoes de sentimentos tentam nos mostrar. O cliche é real. Tantas coisas passam pela minha cabeça agora, que eu nao saberia por onde começar.

Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam.E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando, e você precisa perdoá-la por isso.
Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dará o direito de ser cruel.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
Nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

(Shakespeare)

Aprendendo que certas coisas que passam despercebidas no dia-a-dia fazem muita falta. E que voce sente saudades de quem nem podia imaginar… Infelizmente nao sente tanta de outros… Descobre o valor de uma amizade… E que grandes amizades começam do nada. Até mesmo com alguém que fala uma lingua X.

Ultimos dias

Vou contar decentemente o que aconteceu nos ultimos dias.. Bom, no sabado teve o primeiro encontro dos intercambistas e voluntarios de Roma Ovest, com direito a um intruso que se hospedeu aqui em casa, de Tagliacozzo, tal intruso mais conhecido como Paulo Quelhas, brasileiro de Rio Preto. Foi legal, todos tinham que trazer uma comida tipica do seu pais, e diga-se de passagem, meus Brigadeiros e Beijinhos fizeram sucesso.  Depois disso o Paulo dormiu aqui, ficamos praticando nosso portugues por longas horas, e no dia seguinte de manha fomos a Piazza di San Pietro encontrar a famiglia dele. Depois de um passeio, fotografias, levar um bolo do Papa que estava em outro pais – portanto nao teve missa – cada um foi para o seu lado, eu vim para casa com a minha familia e ele foi almoçar com uns familiares que moram em Roma.  O Bartolomeu – portugues que esta em Rieti – me mandou mensagem falando que estava vindo pra Roma com a familia, e no meio da tarde mandou mensagem de novo falando que ia pra Piazza di Spagna, que por coincidencia era onde o Paulo estava indo, fui ate la encontra-los, e mais uma vez botamos em pratica o portugues. Com direito a risadas quanto as palavras usadas em Portugal. Nao parando por ai as coincidencias, enquanto andavamos pela Piazza del Popolo vimos um outro garoto de Portugal, andando com o pai dele (mas o pai de verdade), o Bartolomeu foi conversar com ele e voltou com bad news , o Joao ja estava trocando de familia – ele estava em Napoli -, e enquanto nao arranjavam uma familia nova ele passava alguns dias em um hotel com o pai, o motivo da urgencia? Mafia. Bom, demos mais uma andada e depois cada um foi para o seu caminho, na segunda nao fiz nada de interessante e na terça comecei as aulas de italiano com os outros intercambistas de Roma Ovest, e hoje tivemos aula de novo. Esta tudo caminhando bem, o unico problema é a comida, que é incrivelmente irresistivel. Talvez final de semana que vem eu va pra Firenze com a minha famiglia, e talvez esse final de semana eu encontre com a Diana, que esta morando em Viterbo. Por enquanto sao esses os planos, depois volto com mais news!

Sono

Apos alguns minutos desatando um nò que prendia meu fone ao meu colar, a primeira coisa que fiz foi pegar uma fatia de pao de forma e preencher cada milimetro disponivel com nutella. E’ claro que isso tem um motivo – compensar a energia gasta apòs uma corrida no parque ensolarado que tem perto de casa, sem contar a inspeçao pela qual passei antes disso por olhos indevidamente acima do peso. O calor em alguns minutos torna-se insuportavel, mas sei que daqui um ou dois meses, vou suplica-lo. E’ um bom consolo, faz com que eu reclame um pouco menos.

Durante as aulas os minutos parecem passar tao lentamente quanto a forma como a professora de historia da arte fala – musica para meus ouvidos. Minutos de lentidao e tédio, captando apenas algumas palavras, minutos esperançosos pelo intervalo. Minutos os quais foram culpados por eu ouvir a frase “Voce esta dormindo? Haha. Hm, nao estudam Hamlet no Brasil, nao?”. Eu nem estava, foi apenas uma recaida de meio segundo. Meio segundo no momento errado. Na verdade acho que vou trocar a parte que eu falei da professora de historia da arte pela de ingles. Aquele sotaque pessimo – nem britannico, nem americano – junto a calmaria de sua voz, mais uma materia chata fazem com que 8 horas de sono pareçam 5. E se esse word italiano nao parar de corrigir minhas palavras em portugues por palavras em italiano, eu vou ficar muito irritada e desistir disso aqui. Tirando o periodo da manha, o resto do dia passa muito rapido. Acho que é um bom sinal! Mas infelizmente nao passam rapido o suficiente para que eu nao caia nas tentaçoes que incontro pelo camino. Gelato, cookies, nutella, marmelada… Ontem foram docinhos turcos, brigadeiro, beijinho, doce tipico da Republica Dominicana, salada de legumes tipicos da Belgica… So faltou a salada de batatas alema, mas nao havia mais espaço, o doce turco era muito bom. Depois dessa festinha da AFS Roma Ovest tive o prazer de hospedar um brasileiro aqui e poder passar horas conversando em portugues. Embora eu tenha chego ha apenas 17 dias, em alguns minutos foi dificil falar algumas palavras.

A minha sùplica de poder conviver com estrangeiro de qualquer nacionalidade por aqui na escola, exceto brasileiro, nao foi ouvida. Ha alguns dias atras entrou um garoto exatamente na minha sala de Aracaju, mas ele mora por aqui, transferencia no trabalho. Bom, suplica nao ouvida, mas pelo menos me mandaram um brasileiro bem calado. Calado o suficiente pra sò ter me respondido cidade natal, motivo da estadia, e… sò. Certo, meus dias continuaram sendo compostos por frases em ingles, mescladas com palavras em italiano. Por enquanto.

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